Sessão da CPI teve troca de acusações entre Lippi e Crespo

Terça-feira, 21 de Maio de 2013 - Última alteração em 21/05/2013 às 00:00
fonte:  Imprensa SMetal com informações da Secom Câmara
Secom Câmara
Houve várias críticas mútuas entre o presidente da CPI e o depoente, levando o relator Marinho Marte (PPS), por três vezes, a pedir calma para ambos
Houve várias críticas mútuas entre o presidente da CPI e o depoente, levando o relator Marinho Marte (PPS), por três vezes, a pedir calma para ambos
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Houve várias críticas mútuas entre o presidente da CPI e o depoente, levando o relator Marinho Marte (PPS), por três vezes, a pedir calma para ambos
Houve várias críticas mútuas entre o presidente da CPI e o depoente, levando o relator Marinho Marte (PPS), por três vezes, a pedir calma para ambos

A sessão desta terça-feira da CPI das Obras Paradas de Sorocaba, a sexta oitiva da comissão, foi marcada por tons pessoais e agressivos durante o segundo depoimento do ex-prefeito Vitor Lippi na Câmara Municipal. O ex-prefeito, que recentemente foi nomeado presidente do Parque Tecnológico de Sorocaba, respondeu perguntas do vereador Crespo (DEM), com quem também trocou acusações.

A sabatina começou às 14h terminou às 18h20. Por várias vezes Crespo e Lippi trocaram ofensas e críticas pessoais.

O vereador afirmou que o governo de Lippi não foi bom e o ex-prefeito respondeu que sofreu perseguição de Crespo. O tucano chegou a levantar-se com o dedo em riste em direção ao vereador.

Confira abaixo a reportagem da assessoria de imprensa da Câmara Municipal sobre a sessão da CPI nesta terça-feira.

Nessa nova sabatina, Vitor Lippi respondeu aos questionamentos do presidente da CPI, vereador José Crespo (DEM). Indagado se reconhecia que há 48 obras atrasadas iniciadas em sua gestão, Lippi admitiu esse número. Mas ressaltou que os atrasos representam apenas 5% das obras entregues. O ex-prefeito voltou a destacar que, apesar do atraso nas obras das creches, aumentou o número de vagas, que, segundo ele, vão chegar a 10 mil, e afirmou que as chuvas e a o apagão de mão-de-obra foram os principais fatores para o atraso das obras.

Em resposta às diversas questões formuladas por Crespo, que insistiu em indagar se o atraso das obras gerou prejuízos para a cidade, o ex-prefeito acabou reconhecendo que o atraso na construção das creches prejudicou a população, mas reiterou que isso ocorreu devido a fatores externos. Também afirmou não reconhecer nenhum prejuízo financeiro para o município, enfatizando que todas as obras foram feitas dentro da legalidade. "Não tenho nada a temer sobre a prestação de contas", ressaltou.


Fator chuva

Crespo contestou a alegação de que as chuvas foram um dos fatores responsáveis pelo atraso das obras e apresentou dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mostrando que as chuvas em Sorocaba no ano de 2012 não foram mais intensas do que em 2009. O vereador também apresentou dados da Unicamp (Universidade de Campinas) mostrando que o índice pluviométrico de Sorocaba não é maior do que o de outras cidades paulistas, o que, no seu entender, impede a administração passada de culpar as chuvas pelo atraso das obras.

Lippi alegou que mais importante do que o índice pluviométrico, que avalia a média anual de chuvas, é o modo como chove. No seu entender, uma grande precipitação concentrada num curto período pode ser menos prejudicial à execução das obras do que chuvas intermitentes por longos períodos. Crespo retrucou que a incidência de chuvas já deveria estar previstas nos projetos, o que evitaria os atrasos.

Ao indagar se era verdade que, no início de 2012, o ex-prefeito prometera entregar uma obra por semana até o final do seu mandato, Crespo suscitou a afirmação de Lippi de que essa promessa foi feita a partir de maio, o que daria quatro obras por mês. "Por sinal, foi o número de obras que entregamos e algumas obras, praticamente prontas, foram inauguradas depois das eleições, por uma questão ética", afirmou o prefeito, negando qualquer caráter eleitoreiro na execução das obras.

Em seguida, Crespo indagou se procedia a suspeita de que o ex-prefeito, por uma questão de marketing eleitoral, iniciou muitas obras em 2012 apenas para eleger seu sucessor. Lippi rebateu essa suspeita, afirmando que esse tipo de afirmação era improcedente e acrescentou que esse é um discurso de oposição, da qual, segundo ele, Crespo é um dos protagonistas mais contundentes. Crespo retrucou afirmando que não iria se deixar levar por esse tipo de provocação do depoente e que estava fazendo apenas o seu papel de fiscalizador.


Críticas mútuas

A partir desse momento, houve várias críticas mútuas entre o presidente da CPI e o depoente, levando o relator Marinho Marte (PPS), por três vezes, a pedir calma ao ex-prefeito Vitor Lippi e ao vereador José Crespo. Mesmo assim, os trabalhos transcorreram dentro das polêmicas normais de uma CPI, como observou o próprio Crespo, que fez a maioria de suas mais de 100 perguntas previamente programadas.

Ao término dos trabalhos, por volta das 18h20, com a concordância dos demais vereadores, José Crespo ficou de encaminhar o restante das perguntas por escrito para o ex-prefeito, já que os membros da CPI, consultados pelo seu presidente, não julgaram necessário convocar novamente o ex-prefeito para prestar novo depoimento. Marinho Marte observou que a maioria das questões não respondidas dizem respeito à atual administração.

Crespo abriu a palavra para os demais membros da comissão e demais vereadores presentes, inclusive para o líder do governo, Paulo Mendes (PSDB), que recorreu à ironia e, dirigindo-se a Vitor Lippi, disse que ele tem parentesco com o Jó bíblico, conhecido pela paciência. Crespo, como presidente da CPI, encerrou os trabalhos, reiterando que perguntas contundentes são instrumentos naturais de uma Comissão Parlamentar de Inquérito e acrescentou que, no seu entender, a CPI das Obras Atrasadas nem está usando desse expediente, tratando com lhaneza os depoentes, inclusive o ex-prefeito.

Além de Crespo, participam da CPI os vereadores Marinho Marte (relator), Francisco França (PT), Carlos Leite (PT), Izídio de Brito (PT), Jessé Loures (PV) e Irineu Toledo (PRB). Na próxima terça-feira, 28, devem ser ouvidos os superintendentes da Caixa Econômica Federal para falarem sobre o repasse de recursos federais.

 

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